
Foi uma noite calorosa, apesar da ameaça constante das águas de março. A apresentação da Orkestra Rumpilezz confirma o sucesso do grupo na criação de uma sonoridade particular que mistura ritmos do Candomblé e uma tradição filarmônica que faz parte da cultura baiana. O próprio nome já inclui o conceito da orquestra, pois congrega o nome dos três atabaques do Candomblé: o Rum, o Rumpi e o Lé acrescido do ZZ de Jazz. São claras ainda as influências de gênios como Hermeto Pascoal e Milles Davis.
Ontem, o convidado do maestro Letieres Leite foi Carlinhos Brown, que como sempre, mostrou que é capaz das mais variadas artimanhas para demonstrar sua intimidade com os ritmos. Percussionista e compositor respeitável, Brown subiu ao palco com um trompete, mesmo sem saber tocar o instrumento. “Comecei hoje a aprender trompete. Quem disse que o instrumento tem dono?”, brincou o cantor.
Em determinado momento da apresentação, Brown regeu a Orkestra, para o delírio do público que lotou a Praça Tereza Batista. Aliás, a Praça tem sido palco para grandes apresentações musicais dentro do Pelourinho Cultural. No final do ano passado, a cantora Céu fez apresentação histórica no local, lotando o espaço e deixando centenas de pessoas do lado de fora. O sucesso foi tanto que a revelação da música brasileira voltou a Salvador para se apresentar na Concha Acústica no Projeto Sua Nota é Um Show; aí sim para o delírio do público estimado em 5 mil pessoas. Foi na mesma praça que o duo cearense Montage mostrou as experiências recentes do Brasil no Eletro Rock. Que a praça continue servindo de espaço alternativo trazendo para a Bahia novidades musicais.
Projetos como o Jazz no MAM e o recente sucesso do Rumpilezz mostram que existe espaço para a música instrumental e principalmente para a diversidade cultural baiana. Se você ainda não conhece o som da Orkestra, não perca o próximo show marcado para o dia 25/03, na Praça Tereza Batista.



É inacreditável como as coisas andam se deslocando para o mesmo lugar. Vejamos o caso da administração do Pelourinho: A cada informação repassada pelos mesmos informando a grade de programação o que vemos é a continuidade da política “dos medalhões” e ficado de fora o novo, o artista e grupos que buscam visibilidade.
Se assim é o que está a ocorrer por lá me pergunto, onde está o novo?
Tentei por varias vezes manter contato com a pessoa representante do órgão competente para apresentar uma proposta de apresentação da Banda de Forró Cama de Gato. Como não consegui por telefone ser atendido a contento tive que ir até Salvador. Lá chegando, isto em janeiro, fui atendido e me mandaram voltar após o Carnaval.
Não consigo falar novamente com a pessoa responsável, sempre esta em reunião. Acho que vou ter que ir novamente a capital para tentar conseguir o espaço no Pelourinho para mostrar o Forró feito no interior da Bahia.
Olá, Dimas. Sou assessora de comunicação do Programa Pelourinho Cultural e venho informar que muitos grupos têm tido a oportunidade de mostrar seus trabalhos no Pelourinho. Além das atrações mais conhecidas do grande público, novos profissionais como a cantora Juliana Ribeiro e o cantor Neto Lobo, que se apresentam em abril, aparecem constantemente na programação.
Os artistas interessados em participar da nossa grade, devem apresentar à nossa Gerência de Produção Artística o release da banda, CD, foto e rider técnico de som e luz. A nossa sede fica no Largo do Pelourinho, nº 12. Dúvidas podem ser retiradas através do telefone (71) 3117-6456. Após a entrega do material, uma equipe é responsável por avaliar cada caso e encaixá-los na programação.
No seu caso, posso adiantar que o seu material já se encontra com a nossa Gerência e está sendo analisado, mas é preciso aguardar. O Pelourinho Cultural tem hoje cerca de 500 atrações em sua lista de espera, são mais de 15 materiais de bandas entregues diariamente e nós temos uma cota de eventos por mês. Mas, com certeza, tudo é avaliado com muita atenção e o nosso objetivo é oferecer ao público programas culturais variados, bem como incentivar a produção cultural dando aos artistas a oportunidade de se apresentarem no Pelourinho.
Cara Daniela Lustosa muito obrigado pela atenção dedicada ao texto. É verdade, o material da Banda Forró Cama de gato já está ai. O danado de tudo isso é que não há resposta e os artistas do interior que deveriam ter espaço, assim como os da capital, continuam ficando ao Deus dará.
Se não é isto! Porque então a grade apresentada está repleta de bandas e artistas da capital? Incluindo ai o “forró” feito na cidade de Salvador, que convenhamos, passe distante da musicalidade original do ritmo nordestino.
Mas fico na expectativa de que algo possa ser revisto nos critérios adotados para contratação das novas atrações que levaram seu produto ao mercado Soteropolitano. É o interior buscando o seu espaço.
Parabens otimo blog
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