“Pina Bausch, durante a montagem de um de seus espetáculos, disse, em entrevista, que estava falando sobre o amor porque o mundo, no momento, precisava ouvir sobre o amor. Creio que Pina durante toda a vida, ajudou o mundo, falando de amor, em todos os seus gestos e movimentos. Pina e seu grupo eram residentes do teatro oficial em Wuppertal – cidade com a qual tinha um compromisso, porque acolheu o seu trabalho, quando ainda não era a figura internacional na qual se transformou. Creio que essas duas Pinas são necessárias sempre. O mundo precisa de artistas comprometidos com ele, mas também com sua cidade. Artistas cujo projeto é ditado por esse compromisso: maior, muito maior do que o espelho que reflete seus gestos. A saída de cena final de Bausch deixa o mundo menos grande”.
Márcio Meirelles – Secretário de Cultura do Estado da Bahia


