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Ciclo de conversas sobre arte no MAM-BA

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Centro de Abastecimento de Feira de Santana, agora cede espaço para a arte. O local é, no mínimo, inusitado. Não para o artista plástico Leonel Mattos, cujas pinturas invadem a cidade do Salvador em muros, árvores, igrejas e, mais recentemente, na feira de São Joaquim. Dia 18 deste mês, das 9 às 16h, acontece a “Intervenção Artística”, evento promovido pelo Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca).

A mostra coletiva, que tem a curadoria de Leonel Mattos e Selma Oliveira, reúne artistas de Feira de Santana e Salvador, com trabalhos em pintura, fotografia, arte comestível, instalações, entre outras modalidades. A exposição é um desafio para os artistas, pois diante de tantas informações, o trabalho de cada um vai sobressair. Além disso, é uma forma de valorizar o espaço, que passa a ser visto com um olhar diferenciado, descobrindo até mesmo seus valores estéticos.

A intervenção no Centro de Abastecimento é também uma crítica às instituições de arte tradicionais, ou seja, os museus e galerias, que nem sempre conseguem alcançar a dinâmica das ruas em tempo real. Daí porque o evento se dá de maneira efêmera, com duração de apenas um dia. Outro aspecto a ser destacado é o fato do artista ter a possibilidade de escolher o local para expor a sua obra. A mostra tem temática livre e é organizada de acordo com a performance da feira
Localizado no Parque Manoel Matias, o Centro de Abastecimento reúne hoje cerca de 3 mil comerciantes formais e informais. É considerado um dos maiores entrepostos comerciais do Norte e Nordeste.

Serviço:

O Que: Intervenção Artística
Onde: Centro de Abastecimento de Feira de Santana
Quando: 18 de dezembro de 2010, das 9h às 16h

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O Museu de Arte da Bahia, no Corredor da Vitória, resolveu estender o período de visitação da mostra temporária “Teus heróis – meus heróis”, atualmente em exposição no MAB, que agora pode ser vista até o próximo domingo, dia 07 de novembro (2010). Esta é uma oportunidade também para conhecer o acervo permanente do museu mais antigo do Estado, composto de pinturas, artes decorativas dos séculos XVIII e XIX, porcelanas orientais e européias, cristais e outras coleções.

A exposição “Teus Heróis-meus heróis”, do artista alemão Martin Heinig, é composta de 26 telas a óleo, de traços firmes e vigorosos, intensivamente coloridos e com forte ênfase nas expressões dos rostos e dos olhares. Representante do neoexpressionismo alemão, Martin Heinig expõe pela primeira vez em Salvador.

Também em exposição no MAB, neste final de semana, a mostra “Sant’Ana – Imagens Seculares e uma História com Novos Olhares”, reúne trabalhos de 39 artistas baianos que utilizando diferentes linguagens buscam novos diálogos com as caracterizações da Mãe da Virgem Maria. Uma preciosa coleção de esculturas de Nossa Senhora Sant’Ana, produzidas na Bahia entre os séculos XVIII e XIX, completa a exposição.

O Museu de Arte da Bahia funciona de terça a sexta das 14hs às 19hs e aos sábados, domingos e feriados das 14hs30min às 18hs30min. O acesso é gratuito.

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SALVADOR BA, 04.11.2010 – O Centro Cultural Correios, em Salvador (Praça. Anchieta, 20 – Pelourinho – 40.000-000 Salvador, BA – fone (71) 3321 6665, abrirá seu espaço para a exposição individual do escultor paraibano ERICKSON BRITTO, cujo tema traz A Arte e a Cidade como discussão, sexta-feira, dia 05 de novembro, às 19 horas. Esta mostra, no Centro Cultural Correios, tem o patrocínio do Banco do Nordeste e faz parte do trajeto itinerante da exposição que tem em seu percurso as cidades de Recife-PE (Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco), João Pessoa-PB (Estação Cabo Branco, Ciências, Cultura e Arte), Feira de Santana-BA (Museu Regional de Arte – Universidade Estadual de Feira de Santana), Centro Cultural Correios, em Salvador-BA, Fortaleza-CE (Centro Cultural Banco do Nordeste) e São Paulo onde a agenda ainda está sendo consolidada. Já existem contatos sendo mantidos para que no início do próximo ano a mostra siga para a Europa (Lisboa, Porto, Berlim e Amsterdam), além de Washington, nos Estados Unidos.

A mostra que reúne 30 obras inéditas, traz esculturas, maquetes de obra pública, objetos, além de jóias criadas pelo artista, representativas de seu percurso na incursão pelo designer na joalheria e cujas obras representam o período de transição para a escultura de grande porte. Todas essas peças complementam-se nessa mostra, para formar uma linguagem única da obra do artista plástico e designer Erickson Britto, que também está completando 30 anos de produção.

A exposição, catálogo e textos trazem a concepção de Vera Barros. O site que também foi produzido no mesmo período traz complementos dessa linguagem do artista, com obras de diversos períodos, é assinado pelo web designer Daniel Gularte, permite ao visitante navegar pela produção inicial de Erickson, desde as jóias até a produção contemporânea de objetos, esculturas e obras de grandes dimensões. Recentemente recebeu um prêmio da Prefeitura de João Pessoa, através do Concurso de Obra Pública Jackson Ribeiro, para a construção de uma escultura que está sendo instalada na Av. Beira Mar, junto ao Hotel Tambau, na praia do mesmo nome. Local de grande visibilidade e fluxo turístico.

Esta é a terceira mostra de Erickson Britto na Bahia desde 1991, quando esteve pela primeira vez com uma exposição no Museu Carlos Costa Pinto. Recentemente esta mostra foi visitada por um grande público no Museu Regional de Arte – Universidade Estadual de Feira de Santana, onde, durante o período da mostra, foi promovida uma conversa com os estudantes sobre o percurso artístico de Erickson.

A ARTE E A CIDADE

A primeira visão aérea de João Pessoa, na infância, criou a identidade conceitual das suas obras de arte: o espaço público.
Vera Barros, que também assina a curadoria da mostra, afirma que figuração e abstração em Erickson Britto não são opostas. Sua obra se deriva da influência do seu olhar para a arquitetura e urbanismo de sua cidade natal.

“Quando criança, ao observar a cidade, a partir de uma vista aérea, ao subir no edifício mais alto de João Pessoa tive uma sensação que me marcou: o traçado da cidade, ruas, casas, praças, edifícios, galpões, ginásios cobertos, placas sinalizadoras e fábricas formavam desenhos em blocos compactos com seus telhados de diversas águas…
Eu sempre tenho a sensação, no momento da criação, que todo projeto executado é sempre um protótipo de algo maior, para um espaço mais democrático, para o público que circula nas cidades”, diz o artista.

Composições geométricas agrupadas, com inclinações e arquiteturas diferentes: o colonial, o barroco das igrejas, edificações dos anos 1950 entre outras. Começava aí a sua visão ampla do traçado da cidade. Do alto, a limpeza das formas e o equilíbrio o impressionaram profundamente. Essa experiência de infância potencializou o destino da sua obra e ativou um mecanismo de observação da tridimensionalidade e a percepção da volumetria dos equipamentos urbanos, como, posteriormente, de outras cidades do Brasil e do mundo que conheceu.

“No meu percurso artístico, procuro resgatar a história e o urbanismo daquela cidade inicial, na tentativa de reordená-la plasticamente, com o uso do aço polido, na maioria das vezes, do que restou após tantas mudanças nos estilos arquitetônicos das construções originais”. Afirma Erickson

Formas abstratas e geométricas que tem um vocabulário próximo da tradição construtivista brasileira. E um ciclo se fecha no ano de 2009 e início de 2010, quando Erickson Britto participou de um concurso municipal e foi escolhido com mais cinco artistas, para instalar obras de arte de grandes dimensões em espaços públicos da cidade de João Pessoa. Enfim, ambientes que possibilitam o direito à cultura.

Nesse breve percurso de produção de sua obra, pode-se analisar que a observação inicial da volumetria das cidades possibilitou esse olhar critico dos espaços urbanos e hoje ele devolve esse olhar para a sua cidade natal, através da sua criação, interferindo nos espaços públicos e possibilitando à população uma convivência harmônica entre a arte e a cidade.

Erickson cita uma frase que diz A Arte é aquilo que torna a Vida mais importante que a Arte, para conceituar o sentimento e o foco de seu trabalho. Não pode ser mais importante que a vida, todo o trabalho deve ser calcado na experiência individual, é preciso que esta emoção esteja dentro de você para que ganhe vida fora. Afirma ainda que a arte pública é uma intervenção e é necessário que ela esteja em sintonia com a vida, provocando, afagando ou mesmo fazendo pensar. Deverá ter uma representatividade, mas não mais que a própria vida.

“Saudação ao Sol”, obra pública selecionada pelo concurso da Prefeitura de João Pessoa, traz uma linguagem conceitual e figurativa ao mesmo tempo, remete à cidade onde, por sua situação geográfica, se cultua a poesia de que é lá onde o sol nasce primeiro.

O presidente da comissão julgadora do concurso, escritor, artista plástico e dramaturgo, W J Solha, que também assina o catálogo de Erickson Britto, afirma:

“O projeto Saudação ao Sol, empolgou de imediato a todos da comissão. São seis totens intensamente vermelhos, maciços e densos – evidentemente projetados para encararem o sol onde ele nasce primeiro nas Américas – João Pessoa – e que encheram os olhos e a imaginação de todos, pela força de sua presença, além da clara mensagem de veneração à vida. O coletivo sem especificação de cor, sexo, raça, representado por seis e não apenas um totem, o ambiente e o sol incorporados ao seu conceito. Impossível chegar mais perto da essência do que somos e do que precisamos: a vida e a luz. Impressionou a capacidade de dizer tanto com tão pouco. Tivemos, naquele momento, a certeza de que acabava de surgir um novo poeta da forma“.

A mostra traz ainda comentários do também curador Ricardo Resende, do museólogo baiano Osvaldo Gouveia Ribeiro, da arquiteta e designer Janete Costa e do paisagista e artista plastico Roberto Burle Marx.

SOBRE O ARTISTA

Erickson Britto, nasceu em João Pessoa, viveu por 16 anos em Recife, atualmente mantém residência em Fortaleza onde tem ateliê. Ele tem um percurso inverso de outros artistas. Começou experimentando as formas através da criação de jóias. Mas ao perceber as facilidades do ouro, fascinante por si mesmo e que invariavelmente toda obra produzida seria denominada de jóia, decide abandonar temporariamente aquele nobre metal, começa a laborar em prata, forçando-se a obter resultados igualmente nobres, através da superação pelo designer. As produções desse período podem ser conferidas no site do artista http://www.ericksonbritto.com.br .

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Em meio a um clima de descontração e tranqüilidade, típico de uma manhã de domingo, a Biblioteca de Extensão da Fundação Pedro Calmon/SecultBA proporcionou para os visitantes do Parque da Cidade (Itaigara) momentos de lazer e informação com o projeto “Domingo na Praça”. Além do acervo composto por livros, jornais e revistas que ficam à disposição dos leitores, a Biblioteca Móvel levou o ator Fernando Lopes, como o Mágico Palhaço Espiga, que deu um show de mágica e encanto para aproximadamente 200 espectadores de todas as idades.

O “mágico-palhaço” fez a platéia rir através da sua expressão corporal e mímica. A estudante Elisandra da Silva, de 10 anos estava maravilhada por ter participado de um dos quadros. “Gostei bastante, principalmente quando fui convidada para fazer parte da mágica do nó na corda”, confessou.

O auxiliar administrativo Leandro Augusto dos Santos, 34 anos, que visitava o Parque na companhia da mulher e três filhos, parou para assistir a apresentação do mágico. “Eu já estava de saída, ao ver a biblioteca resolvi ficar mais um pouco. Achei o espetáculo interessante, diverte não apenas as crianças, como também os pais. É um show, tem muita gente carente que precisa desse tipo de atividade cultural”, disse Augusto. Opinião compartilhada pela administradora Eliane Oliveira, 32 anos. “Achei maravilhoso, a Biblioteca trazer para o Parque uma atração de qualidade e gratuita que diverte e informa toda família”, salientou.

Na Biblioteca-Móvel, o público encontra estantes e mesas de livros e revistas, incluindo obras de vários gêneros das literaturas nacional e estrangeira e infanto-juvenil, além de gibis e jornais. São mais de 500 exemplares. Também são instalados, em torno do carro, brinquedos educativos que estimulam o raciocínio, a exemplo do xadrez, baralho e gamão, e recreativos, como peteca e boliche.

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Em setembro, o Pelourinho Cultural, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, presenteará baianos e turistas com um grande culto ao riso. Entre os dias 09 e 19, a agenda do programa receberá a primeira edição do Festival de Humor e Performance, projeto aprovado no edital Tô no Pelô. Durante o período, as mais diversas manifestações humorísticas tomarão conta do Largo Pedro Archanjo todos os dias. Os ingressos serão vendidos a preços populares no local e na sorveteria A Cubana. As entradas custarão R$5,00 a inteira e R$2,50 a meia.

O humor e o riso serão o fio que irá conectar as mais diversas manifestações artísticas durante todo o festival. As atrações irão variar entre peças teatrais, bandas musicais, stand-up comedy, performances artísticas, exposições de fotografias e audiovisual, entre outros. No total, serão 26 espetáculos, com 12 atrações baianas e 14 atrações de outros estados brasileiros, como a banda Móveis Coloniais de Acaju (DF), o grupo Comida dos Astros (SP) e o coletivo circense Udi Grudi (DF).

Com o intuito de traçar um panorama da produção humorística contemporânea no Brasil, o festival abrigará também oficinas, além de levar ao Pelourinho espetáculos com artistas conhecidos do grande público a preços populares. Outra missão do Festival de Humor e Performance é proporcionar um espaço onde artistas e produtores de material audiovisual que incorporem o humor às suas obras possam expor seus trabalhos.

Para a diretora artística do Festival, Marilda Santanna, o humor pode ser definido como uma característica do homem e se apresenta de diversas formas, dentre elas, o riso. “Queremos expressar o riso de várias maneiras. Vamos promover uma grande festa da arte, da palavra, da performance e da imagem pelo riso. Fusão de estilos, interatividade e muita descontração darão a tônica à programação”, diz

Serviço:
O Que: Festival de Humor e Performance
Quando: 08 a 19 de setembro
Onde: Largo Pedro Archanjo
Quanto: R$5,00 (inteira) e R$2,50 (meia)

Clique aqui e veja a programação completa!

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Evento internacional contempla as realizações simultâneas do 5º Seminário de Arte Rupestre da Universidade Federal da Bahia e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre – ABAR, com apoio do Governo do Estado da Bahia e SecultBa/IPAC, a partir desta segunda-feira, dia 23, na cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, com especialistas mundialmente reconhecidos
Originária de bacia sedimentar com 1,6 bilhão de anos, soerguida em camadas de arenitos, conglomerados e calcários, totalizando 38 mil quilômetros de serras, algumas com mais de mil metros de altura acima do nível do mar, a Chapada Diamantina (BA), considerada uma das mais ricas regiões do Brasil em cavernas, pinturas rupestres, fósseis vegetais e animais, entre outros vestígios arqueológicos, recebe a partir desta segunda-feira, dia 23 de agosto (2010) até dia 25 (quarta-feira), o mais importante evento internacional de Arte Rupestre já realizado no estado da Bahia.
O encontro internacional, que acontece no auditório Afrânio Peixoto da Fundação Pedro Calmon e no hotel Portal de Lençóis, ambos na cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, é uma realização da Universidade Federal da Bahia (Ufba) com apoio do Governo da Estado da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) e secretaria estadual de Cultura (SecultBA), estando a organização geral à cargo do Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica – Ufba/CNPQ e Instituto Julio Cesar Mello de Oliveira. Também apóiam o evento a Prefeitura Municipal de Lençóis através da sua secretaria de Cultura e Turismo, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Fundação Pedro Calmon e agência Volta ao Parque.
Tendo como temática principal “Os múltiplos olhares sobre a arte rupestre”, o encontro reúne, simultaneamente, o 5º Seminário de Arte Rupestre da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre (Abar), tendo como um dos expoentes a presença da mundialmente reconhecida arqueóloga brasileira Niède Guidon.

POLÍTICA PÚBLICA – O encontro integra as ações que o Governo do Estado da Bahia, vem realizando através do IPAC/SecultBA para desenvolver políticas públicas de preservação dos patrimônios arqueológicos da Bahia e atender expectativas do 1º Fórum de Patrimônio Material da Bahia, realizado em maio de 2008 sob promoção do IPAC/Secult-BA, na cidade de Lençóis, que recomendou a criação de um plano de manejo e um roteiro de visitação dirigida aos patrimônios materiais da Bahia. Desde então o IPAC realiza visitas seqüenciadas aos municípios da Chapada, promove cursos, seminários e oficinas de educação patrimonial, assina acordos, cooperações técnicas e parcerias com prefeituras municipais e com iniciativas como esta, da Ufba/Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica/CNPQ.
Para o secretário de Cultura, Márcio Meirelles, a Bahia é um dos estados brasileiros mais ricos em edificações significativas e sítios arqueológicos. “Nosso estado dispõe de extensa quantidade e qualidade de patrimônio material, como as construções seculares tombadas, pinturas rupestres, fósseis arqueológicos ou grutas”, diz Meirelles. O diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça, explica que apesar da reconhecida riqueza patrimonial e arqueológica dessa região, faltavam ações de articulação entre as esferas governamentais e a sociedade civil que possibilitem a salvaguarda permanente e o usufruto desses patrimônios culturais e ambientais.
“Além de mobilização e informação técnica e valorização desses patrimônios arqueológicos, paleontológicos, naturais, paisagísticos e arquitetônicos, com essas iniciativas o governo estadual está formando uma rede voltada à conservação e promoção do patrimônio cultural da Bahia”, explica Mendonça. O diretor do Instituto alerta ainda da urgência dos gestores municipais conhecerem melhor os patrimônios arqueológicos dos seus municípios, criarem legislações próprias de preservação e políticas públicas efetivas que aglutinem as populações locais, organizações não-governamentais e órgãos públicos lá sediados.
Com os encontros fóruns e seminários que apóia, o IPAC/SecultBA pretende fomentar a criação de instrumentos normativos para a proteção e a promoção dos bens patrimoniais, catalogar e mapear esses mananciais, para, finalmente, explorar adequadamente e com segurança ambiental o turismo nessa região. “Essas são premissas básicas para a proteção, conservação e aproveitamento sustentável desses recursos, que, em última instância, serão transformados em vetores de desenvolvimento econômico e social desses municípios”, diz o diretor do IPAC.
“Com um circuito patrimonial, ambiental e turístico construído conjuntamente pelos poderes públicos federal, estadual e municipais, essa proposta pode trazer benefícios concretos para a preservação do patrimônio cultural e ambiental, além de novas perspectivas para o desenvolvimento econômico e social dessa importante região na Bahia”, completa Mendonça.
CHAPADA DIAMANTINA – É definida como uma região de serras, vales e cumes, situada no centro da Bahia, onde nascem quase todos os rios das bacias hidrográficas do Paraguaçu, Jacuípe e Rio de Contas, com formação de quedas d’água, corredeiras e cachoeiras. Na região foi criado um parque nacional, em 1985, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) do governo federal. A vegetação é exuberante, composta de espécies da caatinga e da florada serrana, com destaque para bromélias, orquídeas e sempre-vivas. As serras abrangem cerca de 38 mil quilômetros quadrados. Depois da formação da bacia sedimentar há cerca de 1,6 bilhão de anos, depositaram-se nessa região sedimentos sob a influencia de rios, ventos e mares. Posteriormente, aconteceu o “soerguimento” acima do nível do mar, e as inúmeras camadas de arenitos, conglomerados, e calcários, da Chapada de hoje, mostram esses depósitos sedimentares primitivos. Os conjuntos arquitetônico-históricos da região também são tombados como patrimônios culturais da Bahia e do Brasil.
·    Evento: Encontro Internacional – ARTE RUPESTRE, 5º Seminário de Arte Rupestre da Universidade Federal da Bahia e a 3ª Reunião da Associação Brasileira de Arte Rupestre – ABAR
·    Organização: Grupo de Pesquisa Bahia Arqueológica – UFBA/CNPQ e Instituto Julio Cesar Mello de Oliveira
·    Local: Hotel Portal de Lençóis e Auditório Afrânio Peixoto (Cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, Bahia)
·    Data: 23 a 25 de agosto de 2010
·    Contatos: institutojcmo@gmail.com
·    Outras informações e inscrições: www.bahiarqueologica.com
·    Apoios: Governo da Bahia/IPAC/SecultBA, FAPESB, CNPQ, Fundação Pedro Calmon, Agência Volta ao Parque

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O poeta, dramaturgo, diretor e ator Ilo Krugli, que completa 80 anos de intensa atividade teatral no cenário nacional, será homenageado durante o I Festival A Cidade CRIA Cenários de Cidadania, que acontece de 12 a 18 de agosto, no Teatro SEC/SENAC Pelourinho, em Salvador. Ilo apresentará uma de suas peças do Grupo Ventoforte, Um Rio que vem de Longe, acompanhado do violonista Wilker Soares e dos atores Karen Menatti e Juan Velasquez, e em seguida, participará de um diálogo sobre arte-educação durante a abertura do evento. O artista ficará durante todo o Festival como mestre convidado. A apresentação será às 16h30, no Teatro SESC SENAC Pelourinho, apenas para convidados.

Um Rio que Vem de Longe é uma história capaz de emocionar crianças e adultos, fazendo um resgate de tradições das festas populares e rituais, num mundo em que as tradições culturais estão se perdendo, devido a globalização das ideias. Na peça, temos um barquinho que nunca havia navegado antes, o Pingo I, ancorado num porto por onde passam diversos amigos: a borboleta, a aranha e o Irupê, que um dia lhe faz um convite irrecusável. A primeira montagem profissional da peça foi em 1972. Desde então, vem sendo várias vezes premiada e apresentada em muitas cidades do Brasil e até no exterior.

Também em homenagem a Ilo Krugli, o público convidado vai poder conferir a aula-espetáculo O Vento Forte, montagem de Maria Eugênia Milet, com as crianças do Grupo Comunitário Luz do Sol, de São Tomé de Paripe e  as Mestras Populares Detinha, do Quilombo de Tijuaçu, e Aninha e Maria do Carmo, da cidade de Lafaiette Coutinho. A peça mostra dois  meninos que voltam a brincar em um restinho de quintal na cidade grande. Com retalhos, papéis, imaginam um quintal bem maior, com lenços e ventos, do tamanho do céu azul. Os meninos gostam de tudo que gira e se movimenta: cometas, borboletas, pipas…Então, brincam de ser o Vento Forte e trazem para o quintal a Água do sertão quilombola escorrendo das cacimbas e renovando o Ar, que suspende a nossa alma nas rodas-de-verso de fazer passarinho cantar.

Surgido em 1974, o Ventoforte desenvolve atividades artísticas, educativas e sociais desde a sua criação, e se destaca principalmente, pela criação de espetáculos para crianças e jovens, caracterizados pela inovação e pela qualidade estética, um repertório de espetáculos adultos que caminharam por textos da dramaturgia universal e de criações do próprio grupo, por suas oficinas de construção artesanal de cenários, objetos cênicos, bonecos, pela formação de atores e músicos, por seus trabalhos em arte-educação e desenvolvimento de projetos com comunidades carentes.

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