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SALVADOR BA, 04.11.2010 – O Centro Cultural Correios, em Salvador (Praça. Anchieta, 20 – Pelourinho – 40.000-000 Salvador, BA – fone (71) 3321 6665, abrirá seu espaço para a exposição individual do escultor paraibano ERICKSON BRITTO, cujo tema traz A Arte e a Cidade como discussão, sexta-feira, dia 05 de novembro, às 19 horas. Esta mostra, no Centro Cultural Correios, tem o patrocínio do Banco do Nordeste e faz parte do trajeto itinerante da exposição que tem em seu percurso as cidades de Recife-PE (Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco), João Pessoa-PB (Estação Cabo Branco, Ciências, Cultura e Arte), Feira de Santana-BA (Museu Regional de Arte – Universidade Estadual de Feira de Santana), Centro Cultural Correios, em Salvador-BA, Fortaleza-CE (Centro Cultural Banco do Nordeste) e São Paulo onde a agenda ainda está sendo consolidada. Já existem contatos sendo mantidos para que no início do próximo ano a mostra siga para a Europa (Lisboa, Porto, Berlim e Amsterdam), além de Washington, nos Estados Unidos.

A mostra que reúne 30 obras inéditas, traz esculturas, maquetes de obra pública, objetos, além de jóias criadas pelo artista, representativas de seu percurso na incursão pelo designer na joalheria e cujas obras representam o período de transição para a escultura de grande porte. Todas essas peças complementam-se nessa mostra, para formar uma linguagem única da obra do artista plástico e designer Erickson Britto, que também está completando 30 anos de produção.

A exposição, catálogo e textos trazem a concepção de Vera Barros. O site que também foi produzido no mesmo período traz complementos dessa linguagem do artista, com obras de diversos períodos, é assinado pelo web designer Daniel Gularte, permite ao visitante navegar pela produção inicial de Erickson, desde as jóias até a produção contemporânea de objetos, esculturas e obras de grandes dimensões. Recentemente recebeu um prêmio da Prefeitura de João Pessoa, através do Concurso de Obra Pública Jackson Ribeiro, para a construção de uma escultura que está sendo instalada na Av. Beira Mar, junto ao Hotel Tambau, na praia do mesmo nome. Local de grande visibilidade e fluxo turístico.

Esta é a terceira mostra de Erickson Britto na Bahia desde 1991, quando esteve pela primeira vez com uma exposição no Museu Carlos Costa Pinto. Recentemente esta mostra foi visitada por um grande público no Museu Regional de Arte – Universidade Estadual de Feira de Santana, onde, durante o período da mostra, foi promovida uma conversa com os estudantes sobre o percurso artístico de Erickson.

A ARTE E A CIDADE

A primeira visão aérea de João Pessoa, na infância, criou a identidade conceitual das suas obras de arte: o espaço público.
Vera Barros, que também assina a curadoria da mostra, afirma que figuração e abstração em Erickson Britto não são opostas. Sua obra se deriva da influência do seu olhar para a arquitetura e urbanismo de sua cidade natal.

“Quando criança, ao observar a cidade, a partir de uma vista aérea, ao subir no edifício mais alto de João Pessoa tive uma sensação que me marcou: o traçado da cidade, ruas, casas, praças, edifícios, galpões, ginásios cobertos, placas sinalizadoras e fábricas formavam desenhos em blocos compactos com seus telhados de diversas águas…
Eu sempre tenho a sensação, no momento da criação, que todo projeto executado é sempre um protótipo de algo maior, para um espaço mais democrático, para o público que circula nas cidades”, diz o artista.

Composições geométricas agrupadas, com inclinações e arquiteturas diferentes: o colonial, o barroco das igrejas, edificações dos anos 1950 entre outras. Começava aí a sua visão ampla do traçado da cidade. Do alto, a limpeza das formas e o equilíbrio o impressionaram profundamente. Essa experiência de infância potencializou o destino da sua obra e ativou um mecanismo de observação da tridimensionalidade e a percepção da volumetria dos equipamentos urbanos, como, posteriormente, de outras cidades do Brasil e do mundo que conheceu.

“No meu percurso artístico, procuro resgatar a história e o urbanismo daquela cidade inicial, na tentativa de reordená-la plasticamente, com o uso do aço polido, na maioria das vezes, do que restou após tantas mudanças nos estilos arquitetônicos das construções originais”. Afirma Erickson

Formas abstratas e geométricas que tem um vocabulário próximo da tradição construtivista brasileira. E um ciclo se fecha no ano de 2009 e início de 2010, quando Erickson Britto participou de um concurso municipal e foi escolhido com mais cinco artistas, para instalar obras de arte de grandes dimensões em espaços públicos da cidade de João Pessoa. Enfim, ambientes que possibilitam o direito à cultura.

Nesse breve percurso de produção de sua obra, pode-se analisar que a observação inicial da volumetria das cidades possibilitou esse olhar critico dos espaços urbanos e hoje ele devolve esse olhar para a sua cidade natal, através da sua criação, interferindo nos espaços públicos e possibilitando à população uma convivência harmônica entre a arte e a cidade.

Erickson cita uma frase que diz A Arte é aquilo que torna a Vida mais importante que a Arte, para conceituar o sentimento e o foco de seu trabalho. Não pode ser mais importante que a vida, todo o trabalho deve ser calcado na experiência individual, é preciso que esta emoção esteja dentro de você para que ganhe vida fora. Afirma ainda que a arte pública é uma intervenção e é necessário que ela esteja em sintonia com a vida, provocando, afagando ou mesmo fazendo pensar. Deverá ter uma representatividade, mas não mais que a própria vida.

“Saudação ao Sol”, obra pública selecionada pelo concurso da Prefeitura de João Pessoa, traz uma linguagem conceitual e figurativa ao mesmo tempo, remete à cidade onde, por sua situação geográfica, se cultua a poesia de que é lá onde o sol nasce primeiro.

O presidente da comissão julgadora do concurso, escritor, artista plástico e dramaturgo, W J Solha, que também assina o catálogo de Erickson Britto, afirma:

“O projeto Saudação ao Sol, empolgou de imediato a todos da comissão. São seis totens intensamente vermelhos, maciços e densos – evidentemente projetados para encararem o sol onde ele nasce primeiro nas Américas – João Pessoa – e que encheram os olhos e a imaginação de todos, pela força de sua presença, além da clara mensagem de veneração à vida. O coletivo sem especificação de cor, sexo, raça, representado por seis e não apenas um totem, o ambiente e o sol incorporados ao seu conceito. Impossível chegar mais perto da essência do que somos e do que precisamos: a vida e a luz. Impressionou a capacidade de dizer tanto com tão pouco. Tivemos, naquele momento, a certeza de que acabava de surgir um novo poeta da forma“.

A mostra traz ainda comentários do também curador Ricardo Resende, do museólogo baiano Osvaldo Gouveia Ribeiro, da arquiteta e designer Janete Costa e do paisagista e artista plastico Roberto Burle Marx.

SOBRE O ARTISTA

Erickson Britto, nasceu em João Pessoa, viveu por 16 anos em Recife, atualmente mantém residência em Fortaleza onde tem ateliê. Ele tem um percurso inverso de outros artistas. Começou experimentando as formas através da criação de jóias. Mas ao perceber as facilidades do ouro, fascinante por si mesmo e que invariavelmente toda obra produzida seria denominada de jóia, decide abandonar temporariamente aquele nobre metal, começa a laborar em prata, forçando-se a obter resultados igualmente nobres, através da superação pelo designer. As produções desse período podem ser conferidas no site do artista http://www.ericksonbritto.com.br .

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Em meio a um clima de descontração e tranqüilidade, típico de uma manhã de domingo, a Biblioteca de Extensão da Fundação Pedro Calmon/SecultBA proporcionou para os visitantes do Parque da Cidade (Itaigara) momentos de lazer e informação com o projeto “Domingo na Praça”. Além do acervo composto por livros, jornais e revistas que ficam à disposição dos leitores, a Biblioteca Móvel levou o ator Fernando Lopes, como o Mágico Palhaço Espiga, que deu um show de mágica e encanto para aproximadamente 200 espectadores de todas as idades.

O “mágico-palhaço” fez a platéia rir através da sua expressão corporal e mímica. A estudante Elisandra da Silva, de 10 anos estava maravilhada por ter participado de um dos quadros. “Gostei bastante, principalmente quando fui convidada para fazer parte da mágica do nó na corda”, confessou.

O auxiliar administrativo Leandro Augusto dos Santos, 34 anos, que visitava o Parque na companhia da mulher e três filhos, parou para assistir a apresentação do mágico. “Eu já estava de saída, ao ver a biblioteca resolvi ficar mais um pouco. Achei o espetáculo interessante, diverte não apenas as crianças, como também os pais. É um show, tem muita gente carente que precisa desse tipo de atividade cultural”, disse Augusto. Opinião compartilhada pela administradora Eliane Oliveira, 32 anos. “Achei maravilhoso, a Biblioteca trazer para o Parque uma atração de qualidade e gratuita que diverte e informa toda família”, salientou.

Na Biblioteca-Móvel, o público encontra estantes e mesas de livros e revistas, incluindo obras de vários gêneros das literaturas nacional e estrangeira e infanto-juvenil, além de gibis e jornais. São mais de 500 exemplares. Também são instalados, em torno do carro, brinquedos educativos que estimulam o raciocínio, a exemplo do xadrez, baralho e gamão, e recreativos, como peteca e boliche.

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Acontece de 21 a 26 de Outubro, em Salvador, a semana de comemorações pelos 325 anos da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Em 2010, os festejos religiosos serão realizados na Igreja do Carmo ( Pelourinho) por conta das obras de restauração na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.

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A garotada que visitar o Pelourinho durante o seu dia – 12 de outubro – encontrará uma tarde de diversão e cultura. Isso, porque o projeto Circuito Crianças no Pelô 2010, agenda criada especialmente para o dia dedicado aos baixinhos pelo Pelourinho Cultural, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, levará uma extensa programação recheada de atividades culturais para o Centro Histórico. Dentre as atrações está o Sarau Bem Legal que poderá ser apreciado pelo público que comparecer ao Largo Tereza Batista, das 14h às 18h. O Sarau, idealizado pelo Coletivo Blackitude, tem como objetivo a interação das crianças com a poesia através de um recital aberto. O evento contará com a participação dos grupos Este Tal Recital e Calabar Força Total. Um microfone será instalado no local para que os poetas infantis que estiverem na plateia também possam participar com poesias e improvisos. Para ilustrar o sarau, um varal poético com textos, desenhos e pinturas mostrará o talento dos pequenos que participarem do projeto. No intervalo das apresentações, as crianças poderão participar de minioficinas de break e de graffiti. Para finalizar a programação, o projeto realizará um bailinho com o DJ J.O.E. para toda criançada sair do chão.

Recital de Poesia – Os grupos participantes do recital de poesia Este Tal Recital e Calabar Força Total abrirão a tarde poética para a galerinha. O grupo Este Tal Recital é o anfitrião do projeto Sarau Bem Legal e mostrará o trabalho de crianças entre 8 e 12 anos. A direção geral é de Nelson Maca. Já o grupo convidado Calabar Força Total, formado por crianças entre 7 e 13 anos, apresentará à garotada o prazer da leitura e escrita. Nomeado a partir do bairro onde foi fundado, o grupo tem no seu repertório poemas de Castro Alves, Cecília Meireles, Fernando Paixão, Mario Quintana, entre outros. A direção dele é da poetisa e pedagoga Nildes Trigueiro.

Programação do Sarau Bem Legal: 

– Recital de Poesia com os grupos Este Tal Recital e Calabar Força Total
– Varal poético com mediação de Lázaro Erê, Negra Íris e Sandro Sussuarana
– Oficina de Grafitti com Lee27, Neuro e Marcos Costa
– Oficina de Break com o B.boy Ananias e a B.girl Thina
– Sarau aberto com apresentação de Nelson Maca e Iara Nascimento
– Bailinho com Dj J.O.E

Serviço:

O Que: Sarau Bem Legal
Quando: 12 de outubro, das 14h às 18h
Onde: Largo Tereza Batista
Quanto: Gratuito

Confira outras atrações do Pelourinho Cultural no site www.pelourinho.ba.gov.br

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